alguém prestando atenção em mim."
Bússula Perfeita
“Será que queres?
Ser-me o perfeito banquete cheio de adrenalina
Em que tantas vezes me é premente a fuga da rotina?
Será que queres?
Ser o meu lascivo hiato de tempo
A chama num eleito momento
Amor para todo o sempre?
Será que queres?
Ser a minha diversão solta e libertina,
E minha ânsia de desejo cristalina?
Será que queres?
Ser o meu irracional desejo sem freio
Que vai de encontro ao meu anseio?
Será que queres
Ser-me eterno?
Ser-me eterno?
Pensa bem.
Porque se queres,
Vamos ser os dois
Amor por inteiro.
Mas,
Se partires:
Para longe,
Ou quiseres ser apenas uma metade,
Sabe que o problema é:
Que me vou.
Vou sem olhar para trás
E quando me for
Vais continuar a sentir-me na pele
Vais desejar esquecer-me, e não vais conseguir.
Vais amar-me em pensamento
De dia e de noite.
As memórias de mim vão envolver-te.
E sabes como?
Em puro êxtase.
E sabes porquê?
Porque fui eu que as provoquei:
Pelo meu toque e sorriso,
Pelo meu jeito sem siso.
E vou permanecer-te no sonho,
Em palpitações,
No tempo e contratempo.
Vais ouvir-me no silêncio.
E mais,
Vais sentir a mais perturbadora das dicotomias:
Sentir a vida vazia sem mim, e ao mesmo tempo cheia de nós.
E sabe que há ainda outro problema:
É que vou ficar-te.
Para sempre vou ficar-te.
E sabes como?
Entranhada na alma.
No coração.
No pensamento.
E na mente,
Vou ficar-te continuamente.
E sabes porquê?
Porque sabes que comigo conheceste a felicidade,
E sem mim,
Essa ficará sempre pela metade.”
“As Certezas de Marilyn” de Vera Teixeira Da Costa
As vezes nós só precisamos, sentar e observar, como as coisas acontecem…
O tempo passa, e as coisas que mais nos importam vão tomando rumos incertos, improváveis e fatais. Nossos ideais mundam , nossos pensamentos são petrificados… E as pessoas que mais amamos se vão!
“Amar dói tanto que você fica humilde e olha de verdade para o mundo, mas ao mesmo tempo fica gigante e sente a dor da humanidade inteira. Amar dói tanto que não dói mais, como toda dor que de tão insuportável produz anestesia própria…”
“E eu, finalmente, deixei de ter pena de mim por estar sem você e passei a ter pena de você por estar sem mim. Coitado.”